.

Mostrando postagens com marcador Planejamento Financeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planejamento Financeiro. Mostrar todas as postagens

Planejamento Financeiro - Fase 4


Este post seguirá com mais um capítulo da série Planejamento Financeiro.


Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores.



Planejamento Financeiro – o início
Conscientização da situação atual – Fase 1
Definindo seus objetivos – Fase 2
Conhecendo seus rendimentos - Fase 3 – Parte 1
Conhecendo seus gastos - Fase 3 – Parte 2

FASE 4 – Analisando sua situação financeira

Depois de conhecer seus rendimentos e seus gastos, chegou a hora de analisar sua real situação financeira. Você já sabe exatamente quanto ganha e quanto gasta? Se você demorou mais de 1 segundo para responder esta pergunta, talvez seja bom você revisar os artigos anteriores desta série.

Eu costumo dizer: “Diga-me para onde vai seu dinheiro e eu lhe direi quem serás”. Uma conversa de apenas 30 minutos com uma pessoa já é suficiente para saber como ela viverá nos próximos anos e até mesmo pelo resto da vida.

Um mês após o início da utilização da
planilha sugerida anteriormente, já é possível fazer a primeira analise da sua situação financeira. Ao final do primeiro mês que iniciamos as anotações dos nossos gastos, é muito comum termos uma grande surpresa, e na maioria das vezes é uma surpresa negativa.

Seu orçamento é superavitário ou deficitário?

Superávit é o termo utilizado quando há um resultado positivo após um determinado período de ganhos e gastos. Isto é essencial para que nossa situação financeira seja confortável.

Se sobrou dinheiro após acompanhar seus gastos durante o primeiro mês, você está no caminho certo, entretanto, alguns meses os gastos são maiores como Janeiro (IPTU, IPVA, material escolar, matrículas, etc) seria prudente realizar um acompanhamento mais longo para saber se o resultado é consistente.
Nos próximos artigos vou comentar o que devemos fazer com o dinheiro que sobra no final do mês.

O déficit é exatamente o contrário, ou seja, quando os gastos são maiores do que os ganhos. Este é o primeiro sinal de que a situação financeira está mal e caminhando para um possível desastre.

Se você se enquadra no segundo caso, o sinal de alerta está ligado. Como o dinheiro acaba antes do mês, provavelmente você deve estar com algumas dívidas e isso é péssimo para sua saúde mental e financeira. Nossas escolas não ensinam como lidar com dinheiro e infelizmente muitas pessoas vivem perigosamente sem ao menos saber disso.

O acompanhamento de tudo o que você gastou nos últimos meses é a prova escrita da sua atual situação. Nos próximos post vou focar como é possível sair do vermelho e iniciar o caminho para a estabilidade financeira.

É difícil poupar?

poupar ou não poupar?
Agora à tarde no Jornal Hoje, assisti uma reportagem onde dizia que apenas 30% dos brasileiros fazem algum tipo de poupança.

Em um país onde aproximadamente 10% da população é dona de 75% de toda da riqueza gerada, posso dizer que esse número de poupadores me surpreendeu.

Na mesma reportagem, um jovem de 23 anos que ganha R$ 2000, disse que paga a faculdade e comprou à vista uma casa de 40 mil reias. Realmente estes números são impressionantes e mostram que apesar de muita gente dizer que é impossível poupar uma pequena quantia por mês, há muitos outros que mostram o contrário.

Poupar é um hábito que exige disciplina e para alguns este hábito é impossível. Conheço pessoas que quando tinham uma renda mensal de mil reais, apesar que não conseguirem poupar, viviam tranquilamente e sem dívidas. Agora estas mesmas pessoas que já ganham 5 ou 6 vezes mais do que antes, continuam sem uma poupança e até mesmo contraíram dívidas.

Mas como isso é possível?

A explicação mais simples vem do padrão de vida de cada pessoa. Sem o hábito de poupar, quando recebem um dinheiro extra, a maior parte da população logo encontra um destino para este novo recurso. TV a cabo, internet de alta velocidade, celular novo, cabeleireiro uma vez por semana, prestação do carro novo, etc. São vários os meios de subir o padrão de vida e consequentemente o custo para mante-lo. O mais interessante é que a maioria não percebe para onde vai o dinheiro recebido no aumento de salário do mês anterior.

Atualmente o Brasil vive um momento econômico surpreendente mesmo com grande parte dos países de primeiro mundo em crise. Devo lembrar que a economia é cíclica e sempre haverá altos e baixos. Fatalmente a Brasil será afetado por uma crise em breve e são nestas horas que a poupança faz a diferença. Quem consegue guardar suas economias nas "vacas gordas", são os mesmos que não vão sofrer dificuldades nas "vacas magras".

E você, quanto consegue poupar por mês?



Planejamento Financeiro - Fase 3 - Parte 2


Este post seguirá com mais um capítulo da série Planejamento Financeiro.


Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores.


Planejamento Financeiro – o início

Conscientização da situação atual – Fase 1
Definindo seus objetivos – Fase 2
Conhecendo seus rendimentos - Fase 3 – Parte 1


FASE 3 – Parte 2 – Conhecendo seus gastos

É comum escutarmos pessoas dizendo que não sabem para onde foi o dinheiro ganho no mês, que o dinheiro acaba antes do dia 15 e outras frases do tipo.

Se você costuma pensar ou dizer frases como estas, certamente você está com problemas financeiros.

O princípio básico para quem quer liquidar as dívidas e alcançar a independência financeira é conhecer muito bem o seu fluxo de caixa, ou seja, saber exatamente quais são e de onde vem os seus rendimentos assim como para onde vai o seu dinheiro.

Na primeira parte deste artigo “Conhecendo seus rendimentos - Fase 3 – Parte 1“, mostrei alguns exemplos de como conhecer seus rendimentos, agora os gastos serão o destaque.


Podemos dividir as despesas em 3 grupos:

- Despesas fixas: São aquelas acumuladas durante os anos que não podem ser eliminadas facilmente. Muitas vezes dependem de contratos firmados ou obrigações legais. Como exemplo temos: aluguel, prestação do imóvel, condomínio, prestação/seguro do automóvel, impostos, seguros, colégio dos filhos, pensão, plano de aposentadoria, etc.

- Despesas variáveis: são aquelas que dependem do consumo e podem variar dependendo da necessidade. Exemplo: alimentação, telefone celular e fixo, contas luz, água e gás, combustível, transporte, etc.

- Despesas arbitrárias: são aquelas que podem ser totalmente cortadas dependendo apenas da opção da família. Como exemplo podemos citar: viagens, cinema, boate, shows, manicure, restaurantes, etc.

No caso de uma pessoa endividada seria muito fácil saber onde cortar as despesas, entretanto, sem um acompanhamento de onde é gasto o dinheiro fica quase impossível saber por onde começar.

Esta é sem dúvida a fase mais importante do planejamento financeiro, é a hora de iniciar o controle sobre seus gastos. A forma mais eficiente de obter este controle é anotando todo, seja em um papel, uma planilha ou um programa gerenciador de orçamento.

Muitos vão dizer que é impossível, outros vão largar as anotações antes do término do primeiro mês, más somente os poucos que conseguirem adotar esta prática poderão dar sequência com sucesso aos passos seguintes do planejamento financeiro.

Sempre me perguntam que tipos de despesas devemos anotar e a resposta é TODAS. Se devemos anotar as despesas para saber onde nosso dinheiro foi gasto, isso quer dizer que as despesas fixas, as variáveis e também as arbitrárias devem ser consideradas.

Veja o post “Pequenos gastos do dia-a-dia” para auxiliar nesta tarefa.

Como exercício proponho que você faça uma previsão dos gastos para o próximo mês, pegue uma folha de papel e anote uma a uma todas as suas despesas. Após anotar tudo, guarde este papel. No início do primeiro dia do próximo mês comece a anotar cada gasto real que ocorrer, desde a maior prestação que possuir como um aluguel até aquelas moedas que você deixou de gorjeta.

No fim do mês compare as anotações e veja se você conseguiu prever todos os gastos que ocorreram.

O hábito de manter seus gastos reais sob controle fará toda a diferença no momento de decidir onde cortar as despesas para mudar sua situação atual.

Como sugestão, faça o download da planilha de controle de gastos e comece a anotar seu fluxo de caixa. Na próxima parte desta série, vamos começar a trabalhar com todas as suas anotações de receitas e despesas. Será que você tem disciplina suficiente para anotar e controlar seus gastos?

Planejamento Financeiro – Fase 3

Este post seguirá com mais um capítulo da série Planejamento Financeiro.
Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores.

Planejamento Financeiro – o início
Conscientização da situação atual – Fase 1
Definindo seus objetivos – Fase 2


procure sobre planejamento financeiro


FASE 3 – Conhecendo seus rendimentos - Primeira parte

Você sabe quanto ganha?

Para conseguirmos realizar um planejamento financeiro é fundamental conhecermos nossas receitas (dinheiro que ganhamos).

Quando perguntado sobre seus rendimentos, normalmente um funcionário assalariado logo pensa no valor bruto apresentado no holerite (contra-cheque), entretanto, esquece que seu salário pode sofrer tributação na fonte, descontos, contribuições e dedução de benefícios concedidos pela empresa.

Para considerar seus rendimentos em seu planejamento, será necesário saber o valor líquido, ou seja, aquilo que você realmente recebe após todos os descontos.


Conhecendo os principais descontos:

- INSS – (Instituto Nacional de Seguridade Nacional) - clique para saber como é calculado o INSS
- IRRF – (Imposto de Renda Retido na Fonte) - clique para saber como é calculada a mordida do Leão

- Contribuições:
Também devem ser considerados os descontos provenientes de contribuições como a contribuição sindical. Em alguns casos a contribuição sindical incide sobre 1% ao mês do salário bruto + 1 dia de trabalho que é descontado uma vez ao ano.

- Dedução de Benefícios :
Cada empresa possui uma política para benefícios concedidos aos trabalhadores, estes benefícios podem ser descontados diretamente no holerite.

Veja abaixo alguns descontos que devem ser considerados:

- o vale transporte que são descontados 6% do salário bruto do trabalhador.
- quando a empresa possui refeitório ou concede cartão refeição, também há um pequeno desconto no salário;
- caso o funcionário seja divorciado ou possua filhos, também sofrerá descontos para pagamento de pensões para dependentes;
- a empresas também pode descontar parte dos custos de outros benefícios como plano de previdência privada, plano de saúde, plano odontológico, academia de ginástica, creche, entre outros.

Verifique seu holerite (contra cheque) e analise o que realmente é interessante e lhe traga algum benefício real. O corte de gastos pode ser iniciado antes mesmo de você receber seu salário.

Obs.: Em breve postarei a parte 2 deste texto " Conhecendo seus gastos"

Planejamento Financeiro – Fase 2

Agora presento mais um capítulo da série Planejamento Financeiro.
Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores.



FASE 2 - Definindo seus Objetivos

Antes de aprendermos sobre objetivos faço a seguinte pergunta: Qual a diferença entre sonho e objetivo?

Para muitos essas palavras significam a mesma coisa, entretanto, particularmente não gosto de confundir meus sonhos com meus objetivos.

Prefiro definir sonho como algo que dependa exclusivamente da sorte ou que ainda não tenha entrado em meu planejamento, ou seja, é só um forte desejo remoto, já um objetivo é algo que possui um planejamento com metas e prazos estipulados, desta forma posso construir o caminho que me levará até meu pote de ouro.

Seus sonhos podem ser transformados em objetivos e isso depende apenas de uma pessoa, você! Você é o único que pode transformar um sonho que não dependa da sorte em um objetivo concreto, para isso precisa apenas de um bom planejamento.

Fazer planejamento dos seus objetivos é fundamental para seu sucesso. Tentar conseguir algo sem um planejamento é o mesmo que procurar um tesouro sozinho no meio do deserto com os olhos tapados sem ajuda de mapa ou bússola.

Podemos definir objetivos de curto, médio e longo prazo como os exemplos abaixo:

Curto prazo (até 1 ano):
Terminar a faculdade
Procurar um emprego
Comprar um aparelho de som
Quitar as dívidas

Médio prazo (até 5 anos):
Conquistar um cargo de gerência
Comprar um carro novo
Trocar os móveis da casa
Estudar o mercado de ações para investir
Montar o próprio negócio

Longo prazo (acima de 5 anos):
Comprar uma casa nova
Conquistar a independência financeira
Aposentar com um salário X por mês

A definição de curto, médio longo prazo é apenas para tomar como base, não correspondendo exatamente a cada período. Estes são apenas alguns objetivos possíveis e cada um deve definir os seus, o que não podemos é deixar o planejamento para depois e vivermos eternamente sonhando com o que desejamos.

O planejamento financeiro é o guia que mostrará o caminho para você encontrar o tesouro perdido que tanto deseja.

A cada objetivo alcançado, presenteie-se, comemore aquilo que você planejou e conseguiu, isso será uma motivação extra para atingir os próximos objetivos.

Você sabe quais são seus objetivos? Sabe como alcançá-los?

Como exercício, proponho listar quais são seus sonhos e quais são seus objetivos. Este é o início de um planejamento para que seus objetivos sejam alcançados.

Planejamento Financeiro – Fase 1

Você está interessado em realizar seu planejamento financeiro veja como iniciar:

FASE 1 - Conscientização da situação atual

Situação pessoal:
O seu futuro depende apenas dos seus atos no presente. Essa regra é verdadeira e você já deve saber que qualquer decisão financeira que tomamos terá consequência no futuro, seja amanhã ou daqui a dez anos.
Quando escrevi que devemos nos conscientizar da sua situação atual, me refiro a saber exatamente qual é sua condição financeira atualmente. Você está feliz desta forma? Mesmo que a resposta seja sim, você não acredita que possa melhorar?
Se você está realmente decidido a melhorar financeiramente de vida, MUDE SEUS HÁBITOS, sim é possível comprar um carro novo sem fazer dívida, é possível realizar seus objetivos sem estourar o cartão de crédito, o que você precisa é um PLANEJAMENTO FINANCEIRO.

Situação política:
Atualmente a economia global necessita do consumo para sobreviver. Como forma de aumentar o crescimento da economia diversos governos, inclusive o brasileiro, criaram linhas de crédito fácil para todos os cidadãos.
Este crédito fácil a longo prazo pode não ser um bom negócio, pois o endividamento da classe méida e baixa pode gerar uma grande crise de crédito com consequências drasticas para a economia. Tudo funciona de forma simples, quanto mais fácil o crédito, maior o risco de não receber o valor emprestado, por isso maior será os juros cobrados. Quanto maior os juros maior a chance da população não conseguir pagar a conta o que pode causar um endividamento geral.
CUIDADO COM O CRÉDITO FÁCIL, não caia nesta armadilha.

Aposentadoria:
Não é novidade que o sistema previdenciário está à beira da falência, ou seja, possui muito mais beneficiários do que contribuintes e essa situação tende a se agravar cada vez mais, muito em breve o governo não terá como pagar o benefício dos aposentados. Você está contando com isso? Tome cuidado.
Como a população está vivendo cada vez mais, não será novidade se o governo mudar as leis para extender o prazo de contribuição e adiar cada vez mais a aposentadoria. A lei poderá ser alterada a qualquer momento e pode ter certeza que não a favor do trabalhador.
Resumindo: não conte com a aposentadoria do sistema previdenciário, inclua em seu planejamento financeiro os meios para fazer sua própria aposentadoria.

Pequenos gastos do dia-a-dia

Controle seus gastosVocê já parou para pensar qual é seu gasto mensal?

A grande maioria das pessoas dirá que sim, entretanto, é muito comum que esqueçam dos pequenos gastos do dia-a-dia quando fazem as contas para comprar uma TV nova ou realizar outro desejo qualquer.

Considerar os pequenos gastos é um grande passo para não ficar endividado.

Sabe aquele sorvete que você comprou naquele dia ensolarado, lembra a nota de R$ 5,00 que dissolveu no bolso da sua calça após a lavagem, e aquela moeda que você perdeu quando foi à padaria, lembra também dos 5 centavos que a caixa do mercado disse que ficaria devendo, pois não tinha troco? Tudo isso deve entrar em seu orçamento mensal.

Ok, agora podem me bombardear. Muitos dirão que estou louco e 5 centavos não vai fazer falta, então eu pergunto: Você já tentou comprar um bilhete de ônibus com 5 centavos a menos? Conseguiu? Acho que não...

Para conseguir alcançar a independência financeira é muito importante ter um planejamento financeiro. Estes pequenos gastos devem fazer parte do seu planejamento.

É importantíssimo considerar um certo valor mensal para estes gastos em seu orçamento. A quantia pode variar, um bom exercício para saber com mais precisão é anotar todos estes pequenos gastos durante um mês em uma folha de papel que pode ser guardada na carteira. Ao final deste período some todos os gastos e comece a considerar esta quantia antes de tomar qualquer decisão de compra que possa comprometer os seus rendimentos por completo.

Quem é mais disciplinado pode anotar tudo na planilha de controle de gastos. Com um histórico completo de onde você gastou seu dinheiro ficará muito mais fácil de realizar seu planejamento a cada semestre.

Planejamento Financeiro - o início

Para alcançarmos qualquer objetivo, é preciso um início.

Se você chegou até este blog, já deu o primeiro passo para colocar sua vida financeira em ordem ou melhorar sua situação, seja ela qual for.

Sem hipocrisia, afirmo que seus sonhos podem ser realizados e dependem apenas de um bom planejamento financeiro.

Um planejamento financeiro pode ser dividido em 7 fases principais:

Fase 1 - conscientização da situação atual
Fase 2 - definindo seus objetivos
Fase 3 - conhecendo seus rendimentos e gastos
Fase 4 - analisando sua situação financeira
Fase 5 - traçando o caminho
Fase 6 - colocando em prática
Fase 7 - monitoramento


Nos próximos posts vou mostrar os principais pontos de cada uma das fases para que você consiga fazer seu próprio planejamento financeiro.